Do bolinho de casa para as Feiras Gastronômicas — Conheça o Brownie Bistrô

Do bolinho de casa para as Feiras Gastronômicas — Conheça o Brownie Bistrô

A visita de uma amiga que veio na hora certa, foi o ponto principal para que o casal Alexandre e Raquel dessem uma virada na história de vida deles.

Alexandre é daquelas pessoas que se vira bem em tudo que se dispõe a fazer, é farmacêutico homeopata por profissão, mas já estudou cromoterapia, heiki e até design. Poucos meses antes de criar a Brownie Bistrô havia acabado de se desligar de uma empresa na área da educação.
Raquel é educadora física e estava afastada por conta de uma licença médica.

Foi aí que eles receberam a visita de Camila, amiga do casal que veio de Niterói no Rio de Janeiro, que também passava por um momento delicado e decidiu fazer brownies para vender.

“Ela insistiu muito pra gente fazer, no dia não tínhamos todos os ingredientes, tivemos que sair pra comprar. Na volta a batedeira estragou, tivemos que bater na mão. Não botava fé que aquela receita ia dar certo, mas ela ficou muito boa”, explica Raquel.

A receita do brownie tradicional desenvolvida por Camila é quase a mesma que o casal utiliza hoje, sofrendo pequenas alterações como a diminuição de açúcar, por exemplo.

A partir daí veio a virada, o que era um “extra” para ajudar nas contas do fim do mês, hoje se tornou a principal renda da casa.
Fomos recebidos por Alexandre e Raquel em casa, ambiente que traduz muito a essência da marca, onde os bolinhos são preparados cuidadosamente de maneira artesanal e totalmente caseira.

Confira o bate papo a seguir:

Experimente: Depois que vocês aprenderam a receita do brownie, qual foi o próximo passo?

Raquel: Começamos a servir para pessoas próximas darem suas opiniões, alguns parentes degustaram e uma das primeiras pessoas a experimentar foi a Mariana, chef de cozinha do antigo Café Book e da Spiral com Café, o aval dela foi muito importante.

A partir daí começamos a distribuir para alguns lugares; fizemos parcerias com alguns museus da Praça da Liberdade e também na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

Experimente: Porque decidiram levar para a UFMG?

Alexandre: A Camila que nos deu essa ideia, ela tinha um público bom da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), essa ideia de ir para o ambiente acadêmico veio com ela.

Começamos com os restaurantes dentro da universidade e hoje temos 9 pontos de distribuição lá dentro.

Vimos que esse público era diferenciado e tratava nosso produto com mais carinho, foi quando a venda começou a tomar uma dimensão interessante e expandimos também para escolas. E então, fizemos parceria com uma empresa grande da área de alimentos que atende algumas escolas em BH, mas começamos a perceber que quando chegava nos períodos de férias as vendas caíam novamente e de novo passamos a fazer diferente.

Experimente: E o que vocês fizeram para se reinventar?

Alexandre: Começamos a procurar ainda mais cafeterias e museus, um exemplo bom é o Museu das Minas e do Metal e fomos crescendo aos poucos.

Atualmente atendemos mais de 30 pontos de venda, como o Sabor de Minas que trabalha com produtos mineiros de qualidade; a Cafeteria da Fazenda; a Cafeteria Belã, entre outros.

Outro ponto interessante da nossa história é que nos últimos 4 aniversários do Mercado Central, fizemos o “bolo” (que na verdade é um brownie individual) e foi distribuído para o público e clientes, foram mais de 6 mil unidades.

Experimente: Como é o processo de fabricação do brownie?

Alexandre: Pra se fazer um brownie de qualidade o processo é um pouco demorado, cerca de 5 horas, porque o brownie é um tipo de bolo que parece que tem vida própria; qualquer alteração pode alterar o comportamento da massa como temperatura, quantidade dos ingredientes na receita… O ovo, por exemplo é essencial no processo, dependendo mesmo que esteja dentro da validade, se tive menos clara, dá diferença no resultado final, é muito complexo.

Raquel: Hoje, se eu pego um ovo sei dizer quantos gramas ele tem. Já ganhei até aposta com um feirante valendo uma caixa de ovo, e ganhei. (Risos)

Alexandre: No começo, ficávamos felizes de fazer 4 tabuleiros num dia que rendia cerca de 96 brownies, a produção hoje é de 1000 brownies por dia.

Experimente: E com esse crescimento, vieram algumas mudanças né? Novos sabores, nova embalagem….

Alexandre: Sim! Como sou farmacêutico, desenvolvemos uma embalagem dentro dos padrões que a Anvisa exige, ela é selada.
Mas tem parceiro nosso que não se adaptou com ela, o Sabor de Minas ainda usa a antiga, segundo ele as pessoas interpretam a tag como um presentinho.

Raquel: Sobre os sabores o tradicional é o que mais sai. Depois veio o de cereja (que é feito com MUITA cereja).

Quando participamos pela primeira vez de uma feira, recebemos a encomenda de desenvolver uma receita com produtos mineiros, aí nasceram os sabores de castanha de baru e castanha de pequi, do cerrado de Minas Gerais.

Para o aniversário do nosso filho, pensamos fazer uma coisa diferente com o brownie, daí desenvolvemos uma cobertura de chocolate, tipo a do pão de mel, e foi um sucesso, hoje recebemos encomenda dela.

E tem a farofa né?Que desenvolvemos com a raspa, que sobra no tabuleiro triturada e distribuímos para o Xodó vender com o sorvete.

Experimente: Em que sentido participar de feiras foi importante pra vocês?

Alexandre: As feiras nos deram mais contato com o público final, depois que participamos do Experimente e do Aproxima as encomendas cresceram através das redes sociais.

O Experimente é uma feira sensacional, sou apaixonado por rock então acho tudo maravilhoso. Recebemos uma assistência incrível, o Guilherme Sânzio e a Ananda nos ajudam muito desde a primeira edição que participamos.

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Gostou da saborosa história do nosso produtor do mês? Não deixe de visitar a Brownie Bistrô em nossa próxima edição e provar do tradicional brownie artesanal. No mês que vem estamos de volta com mais um produtor, até lá!

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